Tomaz Morais

 

Publicada na categoría Noticias, Segunda-Feira, 10 de Setembro de 2007 - 0 Comentarios

No fim do jogo, o seleccionador nacional, Tomaz Morais, não escondia a satisfação pelo desempenho da sua equipa: “Estamos muito orgulhosos pelo jogo que praticamos hoje. O resultado está dentro das expectativas, praticamos um óptimo râguebi, contribuímos para um bom espectáculo e a Escócia, que é um adversário de grande nível, teve de lutar muito para conseguir vencer. Estou convencido de que, com muito trabalho, o nosso futuro é muito promissor. Este foi o adversário mais forte que defrontamos até hoje e também foi o melhor jogo que fizemos na nossa carreira”.

E o resultado bem podia ter sido outro, mas o ensaio anulado a Pedro Carvalho, aos 55 minutos, travou os avanços lusos, como reconheceu o técnico: “A mim pareceu-me que é uma óptima jogada, uma óptima pressão e um óptimo ensaio, mas só vendo a repetição é que poderei avaliar. Mas aqui os valores do râguebi falam mais alto e devemos respeitar as decisões tomadas”.

A excelente exibição dos Lobos abre, de facto, boas perspectivas e neste capítulo Morais avançou: “Parece-me que temos uma excelente margem de evolução. A equipa tem falta de traquejo a este nível e isso notou-se ao concedermos alguns ensaios muito fáceis. Agora, temos a Nova Zelândia, um jogo que não é comparável e para o qual vamos tentar manter a estrutura da equipa”.

Frank Hadden, seleccionador escocês
“Jogaram muito bem”


No fim do encontro, o técnico escocês não poupou elogios ao desempenho dos portugueses: “Portugal fez um grande trabalho. Jogaram muito bem e obrigaram-nos a um grande esforço para conseguirmos vencer. Foram uma boa surpresa, nunca esperamos que aguentassem o jogo todo. Estávamos à espera que quebrassem ainda na primeira parte e isso não aconteceu. Pelo contrário, lutaram sempre e com grande nível”.

Gavin Hastings, ex-capitão da Escócia
“Podem ter orgulho da vossa selecção”


O antigo internacional escocês, ainda recordista de pontos marcados em jogos da Taça do Mundo (227) e que disputou alguns torneios do Lisboa Sevens, também se associou aos elogios à equipa portuguesa: “Portugal tem uma grande equipa, que jogou com muito coração, um grande empenho e muita paixão. Hoje, os portugueses mostraram que merecem estar a disputar a Taça do Mundo e podem estar orgulhosos da sua selecção”.


Fonte de Jornal OJogo em: http://www.ojogo.pt/23-201/artigo658438.asp

Portugal com raça e orgulho

 

Publicada na categoría Noticias, Segunda-Feira, 10 de Setembro de 2007 - 0 Comentarios

JOSÉ RODRIGUES, enviado especial em Saint Étienne (França)


O sonho já é realidade. A Selecção Nacional estreou-se ontem, em Saint Étienne, frente à Escócia, um adversário da elite mundial mas que teve de trabalhar muito para derrotar uma equipa que nunca conseguiu subjugar. O resultado final, 56-10 (com 28-10 ao intervalo), parece exagerado pela forma como os portugueses se bateram.

Saber se a equipa iria conseguir desenvolver o seu jogo e durante quanto tempo aguentaria o ritmo e superioridade física escocesa eram as grandes incógnitas antes do apito inicial. Em campo, os Lobos, com uma exibição cheia de alma e de raça, dissiparam todas as dúvidas, obrigando a Escócia a um trabalho mais duro para conseguir impor-se.

Ao início muito forte que a formação do Cardo imprimiu, Portugal respondeu com uma defesa muito agressiva e pressionante. Boa organização defensiva, que não deu espaços e quase sempre havia mais do que um homem sobre o adversário, permitiu elevar a confiança das Quinas em campo.

Apesar das grandes diferenças, a Escócia precisou de 12 minutos para marcar, aproveitando uma ligeira desatenção defensiva, na cobrança rápida de uma falta. Mais do que a diferença na qualidade do râguebi produzido, notaram-se diferentes experiências.

Ao intervalo Portugal, temporariamente reduzido a 14 (exclusão de João Uva por falta num ruck), já tinha mostrado que merecia estar a disputar o Mundial.

No recomeço, as Quinas voltaram a marcar pela positiva. Após uma breve incursão escocesa, Portugal foi para o terreno adversário e esteve prestes a voltar a marcar. Aliás, numa jogada muito rápida de Pedro Carvalho, a partir de uma formação espontânea, fez levantar o estádio, mas o árbitro assinalou uma faltou e o ensaio não contou.

Portugal conquistou o respeito de todos, não quebrou e sempre que teve bolas jogou e até chegou a encantar.

MOMENTO DO JOGO
Primeiro ensaio (28 m)


O primeiro ensaio de Portugal numa Taça do Mundo vai ficar na história e Pedro Carvalho, como autor, também, embora seja um esforço colectivo.

Jogava-se o minuto 28. Tudo começou em David Mateus, ao pressionar um adversário, acabando por conseguir um (dos quatro) turn overs lusos. De uma formação ordenada ganha, a bola chegou a Pedro Leal, que não se deixou intimidar pela estatura dos adversários e ganhou uns metros, acabando parado em falta. José Pinto jogou rápido e teve o apoio do abertura Cardoso Pinto, mais uma investida antes de soltar para Pedro Carvalho, que surgiu imparável para o primeiro ensaio, transformado por Cardoso Pinto.

Foi o mote para um resto de jogo português de grande qualidade.

A Figura: VASCO UVA
Incansável


Vasco Uva liderou a selecção portuguesa com superioridade e, uma vez mais, voltou a dar o exemplo e a ver reconhecido o seu desempenho com a atribuição do prémio de melhor jogador em campo. Sempre preocupado em manter os companheiros unidos em torno das metas traçadas, conseguiu exemplificar a raça do verdadeiro Lobo. De facto, o líder da alcateia foi incansável ao longo de 80 desgastantes minutos. Nas formações espontâneas, nas saídas das formações ordenadas, na defesa dos maulsdinâmicos, foram muitas as vezes que o número oito causou dores de cabeça aos escoceses.

Antes do embate terminar, ainda dentro do campo, o capitão português ouviu o anúncio que o distinguia entre um naipe de jogadores de grande craveira, que é realmente a sua.

Ficha de jogo


Local| Estádio Geoffroy-Guichard (Saint Etiénne)
Assistência| 34.162
Árbitro| Steve Walsh (Nova Zelândia)
Auxiliares| Marius Jonker (África do Sul) e Hugh Watkins (Gales)

PORTUGAL| 10 (28)
Pedro Leal; David Mateus, Frederico Sousa (Miguel Portela), Diogo Mateus e Pedro Carvalho(5); Cardoso Pinto (2+3) (Pedro Cabral) e José Pinto (Luís Pissarra; Vasco Uva, João Uva (Diogo Coutinho) e Juan Severino; David Penalva (Paulo Murinello)e Gonçalo Uva; Cristian Spachuk, Joaquim Ferreira (João Correia) e Rui Cordeiro (Juan Murre).
Seleccionador| Tomaz Morais

ESCÓCIA| 56 (10)
Rory Lamon (5+5); Sean Lamont, Marcus di Rollo (Hugo Southwell, 5), Rob Dewey (5) e Simon Webster; Dan Parks (2+2+2+2+5+2)(Chris Paterson, 2+2+2) e Mike Blair (Rory Lowson); Simon Taylor, Alister Hogg e Jason White (capitão); Scott Murray (Kelly Brown, 5) e Nathan Hines; Euan Murray, Scott Lawson (5)(Ross Ford, 5) e Allan Jacbsen (Gavin Kerr).


Fonte: Jornal Ojogo em: http://www.ojogo.pt/23-201/artigo658436.asp

Estreia de Portugal no Mundial de Rugby

 

Publicada na categoría Noticias, Sábado, 08 de Setembro de 2007 - 0 Comentarios

Estreia de Portugal no Mundial de Rugby
Selecção defronta Escócia no domingo
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Estádio Municipal de Famalicão
(equipar no Pavilhão Municipal)

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3ª e 5ª Feira - 19h00 - Operário FC
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Segunda-Feira, 21 de Maio de 2012